terça-feira, 19 de outubro de 2010

São Francisco do Sul de Santa Catarina

A terceira cidade mais antiga do Brasil fica em Santa Catarina: São Francisco do Sul e foi colonizada por portugueses. Razão de seu charme se deve a isso, os casarios, em estilo colonial português, que emolduram as estreitas ruelas do seu centro histórico, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Também merecem destaque as tradições do Boi-de-Mamão, da Dança do Vilão, do Pão-por-Deus e das Pastorinhas.



A cidade é conhecida pela beleza do cenário formado pela baía da Babitonga e pela Vila da Glória, na parte continental. Além da História, das tradições e do porto, São Francisco do Sul tem belíssimas praias, procuradas por milhares de visitantes.
São Francisco do Sul tem quase 500 anos de História, que marca suas ruas, casas, igrejas, sambaquis, ruelas e becos. Conheça a Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça, de 1699, construída por escravos, milicianos e pelo povo do lugar, com argamassa feita de uma mistura de cal, concha, areia e óleo de baleia. No interior da igreja está a imagem da padroeira, que data de 1553 e foi deixada ali pelos espanhóis, que ergueram uma capela em homenagem a ela, depois de serem salvos de um temporal. Também há estátuas barrocas dos séculos XVII e XVIII e um órgão trazido do Rio de Janeiro em 1823 e que é utilizado até hoje. As cariocas (bicas d'água), o Museu Histórico, o Museu Nacional do Mar, (único do Brasil e que abriga exemplares e réplicas regionais de embarcações do litoral brasileiro, além de instrumentos, documentos, aparelhos de orientação naval, equipamentos, mapas, miniaturas, cenários...) Vale também visitar o Mercado Público Municipal e o Forte Marechal Hercílio Luz.
Um bom passeio é conhecer o Arquipélago da Baía da Babitonga, a duas milhas marítimas do centro de São Francisco do Sul, com acesso via embarcação. A Ilha da Rita, uma das muitas ilhas do arquipélago, foi base de combustíveis da Marinha e abasteceu os navios da esquadra brasileira durante a Segunda Guerra Mundial.
Visitem também a Ilha da Paz, circundada por praias e costões, que abriga um farol construído em 1905. Subam o Morro do Pão de Açúcar, que tem cerca de 150m de altura, e deslumbre-se com a vista da baía.
Na cidade há bons hotéis, charmosas pousadas, restaurantes de cozinha internacional, caseira ou açoriana...daí escolhemos para nosso almoço o Restaurante Portela, ali ao lado do pier, donde embarcam e desembarcam os navios que fazem passeios entre Joinville e São Francisco do Sul, navegando na bela Baía da Babitonga.


O restaurante fica a beira mar e tem um visual deslumbrante, tanto da centro histórico como da Baía e uma comida bem feita e gostosa..O atendimento é caloroso e nos foi oferecido o "Imperial". Um prato composto de camarões imensos servidos com um molho tartáro, peixe grelhado,arroz a grega, um farta salada, batatas fritas e um bom pirão de camarão.O prato é suficiente para quatro pessoas com bastante fome.Mesmos havendo pedido de entrada uma deliciosa casquinha de siri.Com bastante siri!Comemos bem e felizes!
Foi um bom passeio a mais uma das belas cidades de nossa Santa e bela Catarina.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Garmisch-Partenkirchen

Há coisas que nos acontecem que seria impossível prever.

Estávamos na Europa, passeando pela Alemanha, visitando a região da Floresta Negra, quando decidimos por pernoitarmos ali, em Garmisch-Partenkirchen.

“Garmisch-Partenkirchen é uma estância de desportos de inverno e foi sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1936.” Localizada na Baviera, a 720 metros de altitude e a poucos minutos da fronteira com a Áustria, Garmisch-Partenkirchen situa-se numa paisagem de tirar o fôlego, em meio às montanhas quase sempre nevadas dos Alpes.
Nossos amigos haviam passado por lá e gostaram muito de um hotel : Gasthof Fraundorfer (Ludwigstrasse 24, 82467 Garmisch-Partenkirchen, Bavaria, Germany).Encontramos-o e também nos encantamos com ele. O hotel é um charme só.
De nossa janela era possível ver a pista de saltos para sky da famosa pista dos esportes de inverno.
Eles haviam nos falado do restaurante, que era lindo e que a comida era bem gostosa.Mas...estava fechado! Afinal estavamos na baixa temporada.
Então, fomos encaminhados a um restaurante próximo dali.Caminhamos morro abaixo.
Qual não foi a surpresa ao chegarmos e encontrarmos um restaurante bem grande e com muitos homens numa grande mesa!!!!
Levei um susto ao abrir a porta de entrada.O que será que tinha ali?
Nada mais que o aniversário do maestro de um coral masculino.Que beleza!
Foi uma noite maravilhosa, eles cantaram muito: canções que conheciamos, ou admiramos as desconhecidas e nos encantamos com toda aquela atmosfera.Tinha muita alegria no ar e sempre um montão de chope nos copos.Só nós bebíamos vinho!
De vez em quando, surgia uma moça com suas roupas típicas com uma estranha bandeja, cheia de algo semelhante a Steinhäger...nuns copinhos...que eram entornados rapidamente.E as risadas e a cantoria aumentavam...
Tinham alguns turistas lá, mas como éramos estranhos ao ambiente,  fomos logo identificados: brasileiros...todos queriam conversar conosco,chegavam e queriam saber de nosso país...ver como viviamos, saber mais do além Atlântico.

O mais interessante era que os donos do restaurante usavam os trajes típicos e ficavam conversando com todos.Uma acolhida formidável!

Posso dizer que foi a noite mais divertida que tivemos de todas as viagens que fizemos.
Na próxima vez, não deixem de visitar Garmisch-Partenkirchen.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Por que ser voluntária?

Por que ser voluntária?


Porque esta ação nos recompensa com muitas alegrias, conhecimentos, trocas de saberes, trocas de energia, amigos, muitos, novos e bons amigos. Por paixão. Por reconhecimento. Por buscas.

Também por acreditar que cada um pode fazer um pouquinho, na busca de um mundo melhor.

As pequenas conquistas de cada voluntário sempre são percebidas como crescimento, podemos observar seu desenvolvimento, suas alegrias e a busca de muito mais.

O que me deixa muito feliz em ser voluntária do AFS é poder acompanhar o crescimento de jovens. Eles chegam tímidos, acanhados, ou na tentativa de serem diferentes..mas são todos, sempre iguais! Mesmo que tentem mudar os cabelos, suas cores e formas ou suas roupas!Eles serão sempre a mesma pessoa.

No decorrer das orientações começam a se revelar, vão para o período da experiência e assumem o seu desenvolvimento, sem saber identificar que ali iniciam o seu autoconhecimento, começam a se descobrir como pessoa, com talentos, medos, anseios e muitos sonhos.

Ao retornar.... Sempre cresceram muitoooo.São as mesmas pessoas, porém amadurecidas, radiantes e satisfeitos consigo próprio.Uns gigantes!

Ao se engajar nos trabalhos como voluntários, eles deslancham... A decisão de fazer um intercambio já os identificava como líderes. Eles nem sabiam disso!Mas vão se descobrindo...

E o AFS (www.afs.org.br )como organização tem todos os componentes necessários ao desenvolvimento destas lideranças. Cria as condições de desenvolvimento pessoal, oportuniza a vivencia em outra cultura, estimula a aprender novos valores, trabalham as diferenças, desenvolve as tolerancias e o mais importante, distingui cada um, como uma pessoa sempre melhor.

O AFS viabiliza muita aprendizagem....de comportamentos...de talentos....de melhorias pessoais....de realizações e permite a descoberta de seus potenciais.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Casamento e seus detalhes... o vestido

Zanzei pela internet atrás das origens do vestido de noiva e a que me pareceu mais convincente foi o que explicou Míriam Costa Manso, professora do curso de Design de Moda da UFG. A professora mostrou, por meio de imagens, que a história do vestido branco é recente e cheia de controvérsias. Ela lembrou a maioria dos relatos atribui à rainha Vitória, da Inglaterra, no século 19, o fato de ser uma das primeiras nobres a casar-se por laços românticos, num suntuoso vestido branco. Porém, bem antes, a rainha Mary Stuart, da Escócia, no século 16, também teria se casado com um vestido branco, como uma homenagem ao emblema real da família, conforme registram outras fontes.Outro relato é sobre o casamento da rainha Maria de Médici, da França, no século XVII. Natural da Itália, Maria usou uma vestimenta branca, com detalhes dourados e com decote quadrado, causando rebuliço na corte francesa. Diz-se que, apesar de ser de tradição católica, ela se rebelou contra a estética religiosa que indicava o uso de cores escuras, geralmente preto, e vestidos fechados até o pescoço. Michelangelo atribuiu o branco do vestido de Maria de Médici à pureza da moça, que tinha apenas 14 anos.
Um dos vestidos de noiva mais famosos do mundo foi o que a Lady Diana usou em seu casamento com o príncipe Charles, em 1981. Foi criado numa releitura do vestido da Rainha Vitória, em 1840, com inspiração no Romantismo.

“O Vestido de Noiva – Inspiração fashion para noivas e estilistas” da autora inglesa Harriet Worsley, fez um estudo completo sobre o assunto nos últimos 100 anos, mostra a história do vestido de noiva desde o século 19 e detalha os materiais e estilistas responsáveis por peças icônicas, como o já falado, vestido de conto de fadas que Lady Dy usou, ou o  rendado de Grace Kelly ...

...ou o modelito fashion de Carrie, de Sex and the City.
Resultado de imagem para modelito fashion de casamento da Carrie, de Sex and the City.,
Mas muitos outros provocaram e ainda provocam a admiração.E, ele é sempre bastante esperado.

Revendo o vestido de noiva da minha mãe, fico encantada com a delicadeza!Todo feito em organza e com muitas e minúsculas nervuras.Bem comportado no decote e nas mangas.Lindo!Da década 20.

Também lindo de uma tia, da cunhada, da outra cunhada...o meu...todos lindos e cada um de acordo com a pessoa que o estava usando, a temperatura do dia, sua época e a moda vigente...cada um no estilo da noiva!
Mas, ainda hoje, em 2010, todas as mulheres ainda se preocupam que seu vestido seja o seu retrato, de seu ser, reflita o seu sonho!.
No caso de minha filha, ela queria algo lindo, mas que não tivesse rendas ou bordados.. e o estilista Romão entendeu o que ela queria e realizou esta maravilha.

Ficou com a carinha dela, o requinte que ela desejava e o glamour que ela tem.Um corpo todo drapeado em organza, com pequenas tomas, que crescem a 1,30cm , até chegar a sua barra, criando uma pequena calda.

De tomara que caia, com decote coração e um detalhe lindíssimo, donde sai um cinto com um laço, tipo Chanel.Um glamour!

As três saias são sobrepostas e todas em tomas, tudo feito de organza e cetim de seda.Um show.

Finalizando as pesquisas daquela professora, acima citado, detalhou ainda as origens de alguns símbolos do casamento como: as orquídeas do buquê (que simbolizam paixão), violetas (a modéstia da noiva), o bolo (tradição surgida em Roma) e a chuva de arroz (costume chinês que significa fartura para o novo casal).
Os símbolos hoje, foram sendo acrescentados de região a região, como por exemplo,colocar uma fita na barra do vestido com os nomes das amigas solteiras... traz sorte a elas.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Depois da ervilha preta,,,eis que surge o milho feio!!!

O Amaury fez num comentário aqui, uma tese no caso da ervilha preta que tem lógica. Acho que ele está por dentro deste negócio...será consultor????
Agora a prática tem se dissipado e proliferado.
O mesmo tem acontecido nas latas de milho verde...surgiram inúmeras marcas deste produto no mercado e assim as vezes, compra-se lebre por gato...disfarçada de milho verde.
Nem sempre se encontra o preferido.Usa-se o que tem...
Mas eles descobriram que se colocar um milho seco, ou feio, ou marrom ou 03 cabelos da espiga...a coisa vai melhorar.O lado deles e ..rsrssrsr .Horrível!
Não compro mais "milho verde do Lar"ou Anglo ou Aro ( no Big, as vezes, só tem esta) eles são muito ruins.
Continuo a ter que usar milho em lata, em determinadas receitas ou saladas,pois todos aqui gostam.
Mas,vamos combater o milho ruim!

sábado, 4 de setembro de 2010

Casamento...e seus detalhes: o bolo

Casamento se comemora com inúmeros detalhes...decoração, roupas, bebidas.comidas,doces e principalmente o Bolo Nupcial.
No casamento da Myriam este detalhe tinha tudo para ser eliminado, seja porque o casal não aprecia lá muito bolos recheados...além de tudo pode ter ameixa preta...rsrsrsrsr
Visitamos doceiras, boleiras,confeiteiras, pesquisamos na internet, compramos revistas, olhamos edições especiais de Noivas e nada de aparecer o Bolo ideal. Este aqui!

Quase estavamos desistindo de ter um bolo no casamento!
O BOLO surgiu...e com o maior carinho do Mundo e era o BOLO ideal, sonhado e desejado.
Sua grande amiga, madrinha do casamento decidiu que ela iria fazê-lo! Expectativa!
A decoração mudou para acrescentar um local de destaque ao BOLO.
Ana Claudia, a confeiteira amigona, desde pequena gostou de fazer doces, descobriu a confeitaria, foi buscar cursos, viajou, encontrou bibliografias, treinou, trabalhou...e venceu.
Ela está fazendo coisas lindas e deliciosas!
Uma arquiteta excelente que tem toda a noção de espaços, formas,cores e beleza e transforma farinhas, acucares em arte, com amor!
O maior carinho chegou  em forma de BOLO e ganhou o local especialmente preparado e REINOU!
Reinou absolutamente belo!

Os detalhes ficaram magníficos e dignos da melhor publicação da área.Olhem só o topo do bolo!
Ele foi congelado para ser consumido daqui a um ano, na comemoração do primeiro aniversário da vida de casados.

Os detalhes
As rosas encrustadas entre as camadas representam a delicadeza do trabalho e a perfeição na elaboração do trabalho.

Será que tem casamento sem Bolo?
Agora eu acho que não.
Amamos o BOLO ...e mais ainda a Ana Claudia.

Dresden uma maravilha as margens do rio Elba.

Fui a Dresden, que fica no, antigo, lado oriental da Alemanha neste janeiro de 2009. Que alegria!!!!

Faz parte da história que ao final da 2ª Guerra Mundial,violentos e inexplicáveis ataques atingiram Dresden.Ela foi literalmente reduzida a cinzas, perdendo TODO o seu centro histórico e cultural e deixando o mundo sem poder conhecer tanta beleza.Diz a lenda popular que foi por ciúme de sua beleza!
A cidade foi quase totalmente destruída durante os bombardeios nos 13 e 14 de fevereiro de 1945. Numa só noite morreram 53.000 habitantes na cidade. Um horror!
Desde 1950 que está a se reerguer. Dos 700 prédios históricos existentes, 30 ainda estão de pé. Alguns deles foram totalmente reconstruídos,outros ainda não. Já foi concluida a reconstrução da Frauenkirche - Igreja das mulheres, totalmente destruída pelos bombardeiros.Ela começou a ser reconstruída em 1994. Esta linda!, por dentro e por fora!


A Frauenkirche tem uma história inesquecível: depois da sua destruição, os seus restos foram apanhados à mão por mulheres durante semanas, do meio dos escombros. Conta-se que estas pedras que puderam ser recuperadas das ruínas foram selecionadas, identificadas e reintegradas na reconstrução no exato local a que elas originalmente ocupavam. Estas pedras escuras, se destacam na fachada de pedras novas, claras. A igreja impressiona não só pela sua arquitetura, mas também pelo fenomenal trabalho de reconstrução, em grande parte financiada por doações. A sua ruína serviu de monumento contra a guerra durante quatro décadas.
Hoje é um marco que recorda o passado.Construída às margens do Rio Elba e cercada pela floresta Heide, Dresden é apelidada de Fénix ou de Florença do Norte, havendo quem a chame também de Florença do Elba devido à harmonia da sua beleza natural com a sua belíssima arquitetura. O rio Elba, majestoso, banha a cidade integralmente, emprestando sua beleza para que a cidade tenha um contorno fantástico a qualquer hora do dia ou da noite. Possui muitos e amplos espaços verdes, deixando-a ainda mais bela.
O Rio Elba é a razão pela qual a cidade abre os noticiários cada vez que há cheias na região.É a beleza e a tragédia juntas, num continuo processo de renovação.

De junho a setembro, as margens do rio ficam repletas de gente de todas as idades, que simplesmente deitam-se ali para tomar sol, relaxar apreciando a vista maravilhosa, ou aproveitam para fazer caminhadas e passeios de bicicleta. Na margem direita há uma praia, com cadeiras, barzinho e até coqueiro, onde se pode jogar vôlei de praia. Na margem esquerda é colocado um telão onde são exibidos filmes durante um mês.
No inverno também suas margens são ocupadas aos finais de semana pelas famílias que levam seus filhos para brincarem na neve ali depositada, caminhar ou simplesmente contemplar toda a sua beleza coberta de brancos e cinzas e suas águas congeladas.


A frota de barcos a vapor de rodas laterais, a maior e mais antiga do mundo, não pára. A todo instante saem barcos que levam os passageiros para conhecer os castelos que também ficam às margens do Elba. Num dos roteiros, que leva ao castelo de Pillnitz, um guia narra a história dos castelos até a chegada ao destino.
Pena que no inverno não seja possível a navegação, face ao rio parcialmente congelado.Fiquei sem este passeio.Mais não faz mal, fica para uma próxima vez...
Pilnitz, este castelo foi presenteado por Augusto à condessa de Cosel, que ali viveu por dois anos, sendo posteriormente residência de verão da Corte durante muitos anos. O Jardim Chinês e Inglês e o Museu de Artesanato são algumas das atuais atrações do castelo. Ideal é reservar bastante tempo para fazer a visita, e conhecer também os arredores do castelo, os vinhedos e a igreja. Castelos, igrejas, coleções de tesouros. A ambição do príncipe Augusto, o Forte, transformou Dresden numa das mais belas cidades européias.
Conta à história que a bela Anna Constantina de Cosel conheceu o príncipe Augusto, o Forte, quando passava por dificuldades em seu casamento. Ele ficou impressionado e foi logo ajudando- a deixar sua família e a transformou em sua cortesã oficial. Com a mesma velocidade ela se tornou a Condessa de Cosel, ganhou todos os benefícios de um membro da família real e o Castelo de Pillnitz.
Mas a sua sorte não durou por muito tempo. A Condessa era inteligente e envolveu-se na política. Além disso, ela tinha um documento que comprometia Augusto a casar-se com ela, assim que sua esposa morresse.
O príncipe, por sua vez, logo se interessou por outra beldade com menos ambições intelectuais e mandou a Condessa para longe de si e dos olhos de todos. Ela passou 49 anos encarcerados no castelo de Stolpen, onde faleceu em 1765. A história da Condessa de Cosel mais parece um conto de fadas, mas é mais um reflexo do poder com que Augusto, o Forte, exercia seu mandato. O príncipe governou Dresden entre os séculos 17 e 18 e nesse período sua força e astúcia política fizeram prosperar a cidade. Grande parte do seu atual glamour foi obra da sua ambição.

Do outro lado do rio fica o bairro Neustadt. Menos imponente que o Altstadt - o centro histórico -, ele é o palco da vida noturna de Dresden, onde se concentram os bares e cafés. Ele compõe um quadro de atividades alternativas, com vários cinemas pequenos, lojinhas e uma galeria de arte - a Kunsthofpassage - que se destaca também por sua arquitetura, e onde se pode encontrar desde roupas até papéis artesanais. O bairro é também o preferido dos estudantes para morar e grande parte das casas e apartamentos é ocupada por jovens e estudantes.
Em Dresden, dentre tantas belezas, merecem atenção especial edifícios como o castelo Zwinger, o Stallhof, Johanneum, Albertinum, a Schauspielhaus, a famosa Semper-oper, a Frauenkirche, a Hofkirche e a Kreuzkirche.
Mas nem só de recordações vive esta cidade. Quem entra em Dresden não pode deixar de reparar na enorme quantidade de indústrias na sua periferia e no seu polo tecnológico. Entre muitas construções recentes encontramos um dos edifícios que marca a arquitetura contemporânea alemã: o Kristallpalast - um complexo com 10 ou 15 salas de cinema. Anualmente a cidade acolhe inúmeros eventos dos quais se salientam um festival de animação e curtas metragens, o festival de música e Festa de Elbhang.
Destruída pelo bombardeio americano em fevereiro de 1945, Dresden foi em grande parte reconstruída, mas muito do tesouro cultural ficou perdido para sempre.
As antigas casas civis foram substituídas por grandes blocos residenciais para suprir a demanda de moradia urgente e hoje esses blocos se misturam à paisagem nostálgica do centro histórico.
O palácio Residenzschloss foi sede do governo e residência dos príncipes da Saxônia do século 12 até o ano de 1918. Durante esse longo período ele passou por diversas reformas, uma completa reconstrução em 1701, em conseqüência de um grande incêndio, e após a destruição de 1945 foi novamente reconstruído Hoje é ocupado com algumas exposições raras. Uma delas reúne os tesouros de diversos reinados da Saxônia. Chamada Das Grüne Gewölbe, a coleção também foi criada por Augusto e é a maior e mais preciosa do gênero na Europa.
O Zwinger, considerado uma das maiores obras-primas aquitetônicas européias em estilo barroco, foi construído em 1710 para sediar os festejos da corte de Augusto. Hoje ele abriga preciosas coleções, como a de porcelana, que aliás também foi um dos feitos de Augusto.
A seu encargo, cientistas tentaram desvendar o segredo da porcelana chinesa e tiveram sucesso.
Para manter em segredo a descoberta, a manufatura da porcelana foi sediada na cidade de Meissen, no Castelo de Alrterburgo.Meissen merece um artigo especial.Já estou escrevendo, aguardem.
Além dos salões de relíquias, são realizados concertos e apresentações de balé no grandioso jardim interno do Zwinger, durante o verão, e entre suas majestosas colunas, músicos de rua encontram inspiração.


A Ópera de Semper, em estilo renascentista, foi construída entre 1938 e 1941 pelo arquiteto Gottfried Semper e é mais um dos símbolos da cidade. A sua reconstrução foi finalizada em 1985. Além dos vários cinemas, diversos teatros, museus e exposicões de arte fazem de Dresden uma das maiores metrópoles culturais européias. Apesar disso, Dresden é uma cidade pequena: com cerca de 500 mil habitantes ainda mantém uma atmosfera tranqüila. Outro aspecto positvo é que, ainda como herança da época socialista, em que fazia parte da Alemanha Oriental, Dresden permanece com preços mais acessíveis que outras capitais alemãs.
Uma pedida acertada!