segunda-feira, 6 de junho de 2011

Um giro pelo Reino Unido/Escócia - Inverness



Vale à pena ir até o extremo norte daquele país para conhecer a capital das Highlands. Inverness  é a maior cidade ao norte da Escócia e capital das terras altas, local de muitas tradições e com muitas lendas. É uma cidade pequena e tranqüila, cortada pelo rio Ness. Há um bom centro de informações turísticas, antes de entrar na cidade, com informações precisas de hotéis,lojas, restaurantes e o que ver.




Um dos melhores roteiros de Inverness é percorrer a margem do rio Ness, virou ponto de referência para quase tudo por ali. Atravessando a ponte, chega-se ao lado esquerdo de sua margem, onde fica a parte mais bucólica de Inverness e onde se destaca o agradável Bught Park. Perto dali fica o Floral Hall, uma estufa com plantas tropicais e peixes.
Lá acontecem durante o verão muitas festividades, como o Inverness Tatto, com desfiles militares, bandas escocesas em suas vestimentas tradicionais, danças e festivais de pratos típicos.
Hummm,falando em prato típico,o Haggis é talvez o mais famoso prato dentre todas as iguarias tipicamente escocesas e pode ser encontrado nos restaurantes locais. Preparado com coração, fígado ou pulmão de ovelha, misturados com sal, cebolas, pimenta e aveia,gordura e especiarias. Faz muito sucesso entre os escoceses. Nós não tivemos coragem de experimentar e nem sei de outros turistas que o fizeram. Quem sabe??? Mas  lá tem muito mais coisas a serem saboreadas. Tem o Girvan's, que tem uma boa variedade de pratos e não é caro. Em frente ao rio fica o Johnie Foxes, um pub interessante com música ao vivo à noite. Tem o Shapla, um restaurante indiano, pertinho do castelo, o River Cafe and Restaurant, fica no número 10 da Bank Street. Come-se bem na Escócia!
Outro evento importante é o Marymas Fair, festival realizado desde 1590, no dia 15 de agosto, dia dedicado a Rainha Mary. Sempre começa com um desfile de carruagens percorrendo o trecho compreendido entre a catedral até o centro da cidade, com os participantes vestidos em roupas medievais. Ao mesmo tempo, no Northern Meeting, estão barraquinhas de pratos típicos. A festa termina sempre com a  coroação da rainha Mary. A eterna Rainha dos Escoceses.
 Muitos outros eventos são o Inverness Music Festival (fevereiro e março), Highland Walking Festival (maio e junho), Festival Gastronômico das Highlands (junho) e o Festival de Música Inverness Mod (junho).
No alto da colina situa-se o imponente Castelo de Inverness. Apesar da aparência medieval, não é um castelo autêntico, ele foi construído em 1835, no mesmo local onde havia uma fortaleza.




  Na frente do Castelo há o monumento homenageando Flora Macdonald, que é muita admirada e querida por seus habitantes. http://en.wikipedia.org/wiki/Flora_MacDonald http://www.flodigarry.co.uk/flora_history.asp

 A principal rua de comércio da cidade é a High Street. Dentre os itens mais procurados estão roupas de lã cashmere,  tecidos tartan, kilts e os deliciosos biscoitos amanteigados, que derretem na boca. Vá até o Victorian Market, uma construção antiga repleta de bancas vendendo todo tipo de produtos, peixes, frutas,  roupas, queijos, o lugar de encontrar escoceses.



Nas ruas centrais de Inverness voce vai encontrar músicos vestidos com trajes típicos e tocando sua gaita de foles.É gostoso escutar este som peculiar.

 No verão a cidade vive seu maior momento e há apresentações de música e dança da tradicional Inverness Pipe Band, ao longo da High Street. Outras apresentações costumam acontecer no Eden Court Theatre, um dos principais teatros da cidade. Em agosto, acontece ainda o festival de Drumnadrochit, em Loch Ness, com danças e gaiteiros.

Há muitas opções de hospedagens,como hoteis, B&B e hostels.Sugiro o Hotel Columba (www.oxfordhotelsandinns.com/ourhotels/columba) que fica no Centro, ali ao lado da ponte, com fácil acesso a tudo, numa construção histórica e adaptado ao conforto dos modernos hoteis e com  preço, não acreditável de 59,00 libras,  o quarto duplo, com breakfast incluído.Um farto e variado breakfest .Um achado! 
Anexo ao hotel tem um bom restaurante , chamado  MacNabs. Com  boa comida, e um gostoso pub que reúne hospedes e nativos em torno de uma boa "beer".
Vá até Loch Ness (http://en.wikipedia.org/wiki/Loch_Ness ), pouco ao sul da cidade, onde dizem que mora o famoso Monstro de Loch Ness.O visual é lindíssimo! Em suas margens há casas, ruínas do Castle Urquhart (http://www.aboutscotland.com/ness/urquhart.htm ) e andando ainda mais ao sul, cicundando o lago há várias estações de férias,recreio e esportes. Bonitos lugares e com estrutura de lazer variada. 






 O Lago faz parte da vida local para esportes e também pescarias, bem como seu "monstro"que é o fato mais misterioso e que mais atrai milhares de pessoas.












O Centro de Lazer do Lago Ness, transformou o monstro no Nessie e se tornou um local de diversões.



segunda-feira, 30 de maio de 2011

Um giro pelo Reino Unido - Stratford-Up-Avon


Stratford-upon-Avon é uma linda cidade da Inglaterra situada no condado de Warwickshire ao sul de Birmingham.Sua principal atração turística esta relacionada com vida de William Shakespeare e as suas propriedades. É  conhecida por ser o lugar de nascimento de Willian Shakespare. 






 A Holy Trinity Church,  igreja onde Shakespeare está enterrado e para onde acorrem os turistas.





E sua economia  gira em torno do poeta.
Tudo ali transpira Shakespeare!Das fachadas das lojas aos pratos dos restaurantes, passando pela programação de passeios, sempre há referências de personagens e peças do escritor salpicadas em todo canto.Como podemos ver nestas fotos.





O Rio Avon que corta a cidade dá um quê a mais à sua beleza e é ladeado por um belo parque,onde  as familias fazem picnic e se deliciam ao sol.





 A cidade está unida ao teatro e ao turismo e recebe cerca de três milhões de visitantes ao ano procedentes de todo o mundo.Nesta foto flagramos uma Confraria fazendo suas homenagens, com todos vestidos em roupas de época e com muita alegria.
Uma multidão de turistas passeiam por suas ruas, mas ao final da tarde, a cidade se recolhe e vive a sua vida pacata e rotineira.Há excelentes hoteis e nos pareceu ser um destino para lua-de-mel, tamanho o romantismo divulgado e apresentado nas mesas dos restaurantes!
 Suas ruas centrais mostram relíquias arquitetônicas da era Tudor.









Em bem cuidadas e belas casas, hoje usadas comercialmente seu comércio é variado tendo inúmeras lojas de vestuário, papelarias, lojas de cervejas, bons restaurantes, lanchonetes, muitos Pubs e uma feira diária, onde se vende desde frutas e verduras a roupas, artigos em couro e muita quinquilaria. Vale um garimpo!
 Dentre os muitos Pub da cidade pode-se destacar  o Hole in the Wall (38, Guild St, Stratford Upon Avon) que tem uns reviews bons.Maiores indicações : http://www.gkpubs.co.uk/pubs-in-stratford-upon-avon/windmill-pub/

O encanto da cidade é cativante e a gente se sente parte integrante de sua história.Pois quem nunca leu ou viu obras de Shakespeare!

sábado, 9 de abril de 2011

Budapeste e seu New York NewYork restaurante


As cidades de Buda e Peste são lindas e agora estão reunidas numa belíssima Budapeste.
Ao visitarmos a Hungria a maior dificuldade é que tu não entendes nada...nem escrito, muito menos falado. A lingua não tem semelhança com nada.É própria e muito dificil.Lembro que gravei a palavra “akacio” que é liquidação (logo, toda mulher identifica) e utah é “rua’, acho que e é isso...
Mas nada disso impede de que se possa ver, apreciar e amar!E como tem o que ver!
Passear por suas ruelas é gostoso e a visão geral da cidade de um lado (o Parlamento é lindo!Visto lá de cima do Castelo) e deste lado a cidade velha,.tendo o Rio Danúbio majestoso passeando por suas orlas.
Vale registrar o New York, New York  Café e Restaurante (1073 Budapest, Erzsebet korut 9-11). Seu interior é de tirar o fôlego. Não se parece com um café ou restaurante, a sensação que se tem é de se está entrando num palacete.A imponência de sua arquitetura deslumbra.É uma profusão de mármores, dourados, trabalhados generosamente.Quando lá estivemos fomos descobertos pelos músicos que nos acariciaram tocando, em tres violinos, Garota de Ipanema e Samba de Uma Nota só. Divino!!!E sem nenhum acréscimo em nossa conta. Diga-se que era muito bom os preços.
Nem fizemos muita economia, pois pedimos o melhor vinho hungaro do menu, entradas, prato principal e sobremesas e nem acreditamos quando recebemos nossa conta.Mas à época eles ainda ão haviam sido integrados a Comunidade Européia e estava iniciando a corrida turistica.Foi  uma viagem imperdível por tudo que a Hungria nos mostra e seu povo é receptivo e bastante alegre.



Châteauneuf du Pape

O vilarejo de Châteauneuf du Pape está situado em plena Provence. Com cerca de dois mil habitantes, dá nome a uma das regiões produtoras de vinho mais reputadas da França e, por extensão, do mundo, já que produção vinícola francesa é a grande referência no universo da enologia.
Ao programarmos uma visita a Châteauneuf se tem a impressão de estar mergulhando em uma terra mítica. Numa estreitinha estrada, que dá acesso à cidade, tem parreirais por todos os lados.

Algumas são centenárias e são cuidadas com o carinho que merecem: limpeza, planejamento e muito afeto. A paisagem tem como pano de fundo o onipresente Monte Ventoux, imponente e lindo.Também conhecido como “o gigante da Provence”, por medir 1.912 metros de altitude.


No vilarejo de igual nome, as adegas, museus e lojas de vinho.Bem estabelecidos em casa antigas adaptadas as necessidades e que estão por toda parte, na sua maioria oferecem degustação.





 Pequenos quadros negros são colocados com o aviso, em giz, de quais safras ainda estão há exemplares disponíveis para compra, veja as fotos acima. Os vendedores têm orgulho em explicar detalhes sobre a produção dos vinhos: quais uvas foram usadas, as safras mais bem sucedidas e com que tipo de comida é indicado fazer a harmonização.É muito gostoso perder-se em conversas e provas que cada garrafa nova nos é apresentada.Uma festa de sabores.



Como o nome define, Châteauneuf du Pape tem uma história diretamente influenciada pela chegada dos papas na cidade de Avignon, no início do século 14. O vilarejo existia anteriormente, desde o século 10, e o termo Châteauneuf, ao contrário do que parece, não quer dizer “novo castelo”, mas sim “nova cidade fortificada”.
A paisagem de Châteauneuf foi transformada com a construção do castelo papal, entre 1315 e 1333, por ordem de João XXII, o segundo papa eleito em Avignon. O castelo era usado como residência de veraneio, distante o suficiente da sede do papado para garantir o descanso do sumo pontífice, mas, ao mesmo tempo, próximo o suficiente para manter estreita comunicação com o que ocorria em Avignon.






O castelo foi construído estrategicamente sobre um monte rochoso de onde é podia se observar o Vale do Ródano e as parreiras plantadas para a produção de vinho. A vinicultura foi introduzida na região pelos romanos, que fundaram Orange (a 12 km de Châteauneuf) no final da era pré-cristã. Mas a transformação foi em decorrência do castelo papal , com o vinho ali sendo produzido, se desenvolvendo, passando a ser conhecido como vin du pape (vinho do papa).Delicioso!
Atualmente, restam apenas ruínas do castelo falado acima, que foi drásticamente danificado durante as guerras religiosas, no século 16 e Revolução Francesa, ao final do século 18.
Na Segunda Guerra Mundial, os alemães fizeram do que sobrou da construção um ponto de observação. Ali é possível ter uma visão estratégica de toda aquela região e sua movimentação. Quando abandonaram o castelo por causa do avanço das tropas aliadas, dinamitaram grande parte dos cômodos que ainda estavam de pé. Sobrando apenas uma sala, onde são feitos eventos municipais, como a abertura anual da vindima ( colheita das uvas para a produção do vinho) e em pedaços.Mesmo assim, uma visita às ruínas do castelo é imperdível. A vista para os vinhedos cultivados em torno da cidade compensa o esforço da subida.


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